Bariloche: dicas para você ir e se apaixonar!

Escolhida como um dos principais destinos de inverno dos brasileiros, que gostam de curtir o frio e as pistas de esqui sem precisar ir tão longe, Bariloche também é um ótimo destino nas outras estações do ano. Eu a conheci na primavera, com céu azul e neve apenas nos picos das montanhas, e posso garantir que essa cidade e seus arredores têm algumas das paisagens mais lindas que já vi na vida!!

Esse encantamento coincide com o fato de Bariloche ser uma das primeiras cidades da Patagônia Argentina, uma região reconhecida mundialmente por sua beleza, onde a combinação de lagos e montanhas sempre garante um destino tranquilo e romântico. Seja onde for, cidades como Bariloche, Villa la Angostura e San Martín de los Andes são ótimas opções para quem curte ir à praia, velejar no lago, fazer trilhas, pedalar ou apenas relaxar no hotel.

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A melhor forma de circular por Bariloche é de carro, mas, além das linhas de ônibus, também há muitas agências de turismo que fazem os principais passeios pela cidade. É bem fácil se locomover de carro na cidade e não há necessidade nem mesmo de GPS. A principal referência será sempre a Avenida Bustillo, que margeia o lago Nahuel Huapi, e com um mapa em mãos, você chega em qualquer outro lugar.

Para fazer uma viagem mais econômica, basta comprar em qualquer quiosco o cartão que dá acesso ao transporte público e fazer a recarga. Lembrando que só é possível ingressar no ônibus com o cartão em mãos. Mas, repito, a melhor maneira de conhecer Bariloche é de carro. Nós alugamos o carro na Europcar do Centro (na Quaglia 352), pegamos um carro novinho, o atendimento foi ótimo e pudemos devolver o carro no aeroporto.

O que fazer em Bariloche

Centro Cívico

Claro que o lago e as montanhas são as principais atrações de Bariloche, mas não deixe de passar pelo Centro Cívico e andar pelas ruas do centro, repletas de lojinhas e cambistas. Essa praça é o ponto de partida de Bariloche, onde também fica o Centro de Informações Turísticas. Na praça estão alguns prédios com arquitetura típica e de lá se avista o lindíssimo lago Nahuel Huapi. Basta atravessar a rua para chegar bem pertinho dele. A paisagem é tão linda que não dá vontade de sair nunca mais de lá…

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Cerro Campanário

Uma das paisagens mais lindas que já vi na vida!! Do alto dos seus 1.000 metros de altitude se avistam o magnífico lago Nahuel Huapi, o lago Perito Moreno, a lagoa El Trébol, as penínsulas Llao Llao, a ilha Victoria e várias montanhas com seus picos nevados. Lindo e inesquecível!

Apesar do sol e do céu azul, lá em cima estava muito frio e ventando, mas felizmente há uma agradável cafeteria com vista panorâmica para nos proteger do vento. Prepare-se para o frio ao subir e descer ao topo do Cerro Campanário, já que a cadeira do teleférico é aberta.

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Circuito Chico e Parque Municipal Llao Llao

O Circuito Chico (ou Pequeno Circuito) é um trajeto que passa por alguns belos cenários e pontos turísticos de Bariloche, como o Cerro Campanário, a Colonia Suiza e o próprio Parque Municipal Llao Llao, onde é possível fazer trilhas pela mata para chegar aos lagos, ou simplesmente percorrer a estrada de carro, parando em alguns pontos de observação.

Depois do Cerro Campanário, foi onde encontrei os locais mais pitorescos de Bariloche. Vale muito a pena percorrer aqueles caminhos para ter recompensas como essas, não acham?!
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Colonia Suiza

Pequeno povoado rural localizado dentro do Circuito Chico, fica a 25 km do centro de Bariloche e surgiu com a vinda de dois irmãos suíços, no século XIX, que deram vida ao local com plantações de frutas, criação de animais e produção de artesanato, aos pés da montanha. Se estiver de carro, vale a pena esticar para saber do que se trata: muitas lojinhas de artesanato, casas de chá e alguns restaurantes fazem valer a pena. O lugar é bastante rural e fotogênico, e a paz e tranquilidade imperam por lá…

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Importante: existe uma linha de ônibus que vai até a Colonia Suiza, mas como só passa de hora em hora, é preciso ficar muito atento para não perder o ônibus. Vimos um casal de brasileiros que perdeu o ônibus por questão de segundos e ficaram desesperados por ter que esperar mais uma hora no local (porque não há mesmo o que fazer depois de uma hora…rsrs). Claro que demos carona para eles.

Circuito Grande

Se tem o Circuito Chico, tem que ter o Grande, né?! Esse caminho realmente faz jus ao nome e demora um dia inteiro para ser percorrido, considerando várias paradas para fotos e para o almoço. Não se encaixou na nossa programação, mas pra quem tiver mais tempo em Bariloche e não se hospedar em Villa la Angostura (como eu), vale a pena fazer. Esse trajeto começa em Bariloche e contorna o rio Limay, passando pelo Vale Encantado e pela Villa Traful. De lá o caminho segue para a Rota dos 7 Lagos passando por Villa la Angostura, até retornar a Bariloche.

Bosque de Arrayanes 

Um dos passeios mais aguardados pelos turistas é a ida à Isla Victoria e ao Bosque de Arrayanes. O catamarã que leva os turistas para esse passeio de dia inteiro sai de Puerto Pañuelo, próximo ao famoso Hotel Llao Llao. Como contei no post sobre Villa La Angostura, também é possível fazer o passeio para o Bosque de Arrayanes saindo daquela cidade, com o benefício de o passeio ser mais barato e mais curto. 

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O Bosque de Arrayanes é um local único e muito especial, por ser o único local que abriga espécies de arrayanes de até 20 metros de altura e 600 anos de idade. Na Patagônia Argentina e Chilena há exemplares da espécie, mas nunca chegam a essa altura e nem há uma quantidade tão significativa como no Bosque de Arrayanes. Mal comparando, seria como o Parque das Sequóias da América do Sul.

A principal característica das arrayanes é a textura lisa e cor canela da casca, além de possuir uma temperatura mais baixa do que outras espécies de árvores. Para melhor conservação do parque foi construído um caminho por onde os turistas podem passar – ficou bem melhor e mais fácil do que andar pela mata.

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Cerro Otto

Para ter uma perspectiva diferente do lago Nahuel Huapi, suba de gôndola os 1.400 metros do Cerro Otto. Lá no cume ainda há uma Galeria de Arte e uma Confeitaria Giratória, que a cada 20 minutos completa uma volta. Diferente do Cerro Campanário, onde o teleférico tem as cadeiras abertas, aqui as cabines são fechadas, como gôndolas.

Cerro Catedral

Esse é o principal centro de esqui da Argentina e o maior da América do Sul, com a maior superfície disponível para esquiar (em torno de 120 km de pistas). Se você curte esquiar, precisa experimentar! Já para quem não curte o inverno rigoroso, é possível aproveitar as montanhas nas outras estações do ano, fazendo trekking, mountain bike ou simplesmente subindo para apreciar as paisagens nos diversos mirantes.

Outros passeios além de Bariloche

Além de todas essas maravilhas, há outros passeios para quem está em Bariloche e pretende explorar um pouco mais a região:

Villa la Angostura

Essa pequena cidade a 80 km de Bariloche vale mais do que um bate-e-volta, mas se você estiver sem tempo para se hospedar por lá, faça um bate-e-volta mesmo. Não deixe de ler sobre nossa viagem para Villa la Angostura.

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Rota dos 7 Lagos até San Martín de los Andes

A melhor forma de percorrer a Rota dos 7 Lagos é saindo de Villa la Angostura. O caminho de duas horas até San Martín é repleto de belas paisagens formadas por lagos, montanhas e fazendas, mas só vale a pena percorrer o trajeto se o dia estiver bonito, leia-se, com céu azul e sem nuvens pois esse é um passeio longo que gira basicamente em torno da paisagem.

São ao todo 8 lagos e seus respectivos mirantes: Nahuel Huapi, Espejo, Correntoso, Escondido, Villarino, Falkner, Machónico e Lácar.

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Cerro Tronador

Outro passeio de dia inteiro que leva até a base de um vulcão na divida entre o Chile e a Argentina. Infelizmente, no dia programado para o passeio choveu tanto que tivemos que cancelar a ida. Mas assim como a Rota dos 7 Lagos, esse passeio tem por objetivo apreciar a bela paisagem patagônica e, chegando ao destino, almoçar no restaurante que fica na base do vulcão.

Onde se hospedar em Bariloche

Bariloche é uma cidade turística bem estruturada, com ótimos hotéis, sendo os melhores localizados na Avenida Bustillo, com vista para o lago Nahuel Huapi. Vale a pena investir em um hotel legal e com vista.

No Centro ficam os hotéis mais em conta, ideal para quem está sem carro e precisa contratar os serviços de agências de turismo.

O ícone da cidade, no entanto, é o Llao Llao. Não fiquei hospedada lá, mas era minha vontade. O hotel é uma mescla de luxo e modernidade e fica localizado próximo ao Puerto Pañuelo, entre os lagos Moreno e Nahuel Huapi.

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Onde comer em Bariloche

Além dos hotéis e resorts e da natureza exuberante, a gastronomia é um dos fortes da Argentina, principalmente para quem gosta de carne, queijos, chocolatesvinhos e cervejas. Existem centenas de restaurantes em Bariloche, mas como fiquei poucos dias na cidade e amei a carne desses dois, preferi voltar ao El Patacon e ao Boliche de Alberto, ao invés de procurar outros. Ambos são de dar água na boca…

El Patacon – ambiente bastante luxuoso, atendimento impecável e comida deliciosa. É claro que tudo isso tem um preço, e a conta para duas pessoas (sem considerar bebida) fica em torno de 1.000 Pesos. O restaurante é lindo e rústico, possui vista para o lago, lareira para os dias mais frios e somos recepcionados com um coquetel de boas vindas.

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El Boliche de Alberto – ambiente mais simples, mas a carne é excelente (não sei se isso é questão de sorte, mas estava melhor do que no El Patacon), assim como o atendimento bastante cordial. Sem falar na monumental porção de batata frita. A conta para duas pessoas (sem considerar bebida) fica em torno de 450 Pesos, ou seja, metade do que naquele outro restaurante. Eles aceitam Pesos, Reais e Dólares, e há mais de uma filial na cidade.

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Além dos restaurantes maravilhosos, Bariloche possui ainda a famosa loja e fábrica da Havana, que vende os alfajores mais famosos da Argentina, dezenas de lojas de chocolates (as mais famosas são a Mamuska e Chocolate del Turista) e várias micro cervejarias, que são outra atração que está bombando por lá e merecem uma visita (e um post) só para falar das cervejas artesanais patagônicas.

E você, já decidiu onde passar as férias de fim de ano?

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