Paris Reims de TGV – bate e volta à terra do champanhe

“Venham rápido! Estou saboreando as estrelas!” Ótima opção de bate e volta a partir de Paris, Reims é uma das cidades mais antigas e importantes da França. Capital mundial do champagne, Reims já foi a principal ligação com a Alemanha e toda Europa oriental, coroou mais de 25 reis e possui motivos de sobra para você visitá-la.

Nesse roteiro separei dicas do que fazer em 1 dia de passeio pela cidade, regado a muita história e champanhe!

Reims

Paris Reims de TGV

Como chegar

O trajeto de trem Paris – Reims leva apenas 45 minutos, saindo da Gare de l’Est. O TGV é a forma mais rápida e prática para chegar, mas também há trens comuns.

Os melhores horários para quem vai fazer um bate e volta são de manhã cedo. Há horários às 7:58 e 9:28 (direto) ou 8:40 com 1 conexão. Para voltar de Reims a Paris os horários do trem direto são 17:15, 18:45 ou 19:45. Com 1 conexão saem às 18:01, 19:04 ou 20:17.

Caso esteja viajando com um passe de trem, será preciso fazer reserva de assento.

De carro, o trajeto leva o dobro do tempo, sendo feito em aproximadamente 2 horas e meia. É uma boa opção para quem pretende ficar uns dias pela região, explorando melhor as vinícolas.

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♦♦♦ Confira outros passeios a partir de Paris são VERSALHES, GIVERNY, PROVINS e ROUEN. ♦♦♦

Reims, o que fazer em 1 dia

Reims é uma das cidades francesas que possui o título de ville-fleurie. Significa — além da literalidade da expressão (cidade florida) —, que possui excelentes níveis de qualidade de vida, respeito pelo meio ambiente e ainda promove causas sociais. Perfeito, n’est-ce pas?

Caves de champagne

Existem várias caves que oferecem tours com degustação ao final. As principais caves de vinho são: Taittinger, Veuve Cliquot, Marttel, Ruinart e Pommery. Para quem tiver interesse, a Moët & Chandon fica em Épernay, a 30 minutos de Reims.

Caso esteja fazendo um bate- e- volta, recomendo começar o passeio pela cave de sua preferência, pois é a única atração que tem hora marcada para visitar. No verão, os tours em inglês enchem bastante.

Escolhi visitar a Taittinger, que fica localizada no local da antiga abadia, onde a bebida já era produzida por monges. No tour em francês ou inglês eles explicam tudo sobre a bebida. Desde a descoberta desse tipo de vinho até detalhes da fabricação como o ângulo de inclinação da garrafa ou quantas vezes elas são giradas até estarem prontas para o consumo.

Na cave da Taitinger descemos a 20 metros de profundidade, onde há 2 milhões de garrafas de champagne. Na outra unidade de Reims, que é mais moderna e mecanizada, há 24 milhões de garrafas sendo processadas para serem vendidas. Como a temperatura no subsolo gira em torno de 10ºC, não esqueça de levar um casaco, mesmo sendo verão.

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O tour mais simples custa €19,00, mas existem outros mais aprofundados para quem gosta do assunto.

Apenas o champanhe produzido nessa região da França recebe o selo de Indicação Geográfica e pode usar o nome champagne associado à bebida. É como uma marca registrada, que atesta a qualidade e originalidade do produto. Assim, o mesmo tipo de bebida produzido em outra região do mundo, deve usar a expressão espumante.

Catedral Notre-Dame de Reims

Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, a catedral Notre-Dame de Reims é considerada uma das construções góticas mais importantes de toda a Europa, sendo uma das mais bonitas que já visitei. O estilo gótico de sua fachada também lembra a catedral Notre- Dame de Paris e também a Catedral de Tours.

Foi nessa catedral onde o primeiro rei da França, Clóvis, foi batizado, no ano 498 e, para manter a tradição, ao longo dos 1.000 anos seguintes 25 reis da França foram ali coroados. Alguns objetos usados na cerimônia podem ser observados no Palácio de Tau e no Museu da Abadia Sant Remi, como a coroa e a ampulheta sagrada que consagrava os reis. 

Para subir às torres é preciso comprar ingresso combinado com o Palácio de Tau, por € 8,00. Se quiser visitar apenas o interior, sem subir às torres, é gratuito.

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Palais de Tau

Ao lado da Catedral, no pátio anexo, fica outra importante atração turística de Reims, o Palácio de Tau. No século XVII o Palácio funcionava como residência do arcebispo de Reims.

Mas também era no palácio onde os reis e nobres ficavam hospedados durante a festa de celebração da coroação, sempre regada a champanhe. Como era uma bebida exclusiva dos monges e reis, o champanhe sempre foi associado a eventos finos e nobres. 

No acervo, estão em exposição muitas esculturas e tapeçaria que integravam a Catedral de Reims, assim como objetos da coroação dos reis, como a coroa com pérolas e pedras preciosas.

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Ingresso: €8,00 – Funcionamento: diariamente, de 9:30 as 18:30 horas

Para ir do centro até o bairro onde ficam a Taittinger, o Museu da Abadia de Saint Remi e a própria Basílica de Saint Remis há um ônibus circular que passa de 20 em 20 minutos, custa €0,90 e chega em 10 minutos no máximo. Mas também dá pra ir caminhando por um trajeto que dura de 20 a 30 minutos.

Basílica de Saint- Remi

Outro Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, a Basílica de Saint-Remi possui uma arquitetura gótica românica. Construída a partir do ano 1077, o imponente edifício é a maior construção românica do Norte da França. Uma de suas fachadas, no entanto, foi reconstruída no estilo gótico.

A Basílica guarda a ampulheta sagrada usada para coroar os reis da França, além de outras relíquias de Saint Remi. Fica localizada ao lado do Museu da Abadia. Se a porta principal estiver fechada, é só passar pelo jardim lateral e entrar por uma pequena porta que está sempre aberta.

Entrada gratuita – Funcionamento: diariamente, das 8:00 às 19:00 horas.

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Museu da Abadia de Saint Remi

O museu instalado dentro do local que abrigava a antiga abadia beneditina de Saint-Remi conta a história de Reims e da região Champagne-Ardenne através de objetos arqueológicos desde a pré-história. Foi uma das atrações mais interessantes que visitei na cidade, pela riqueza do acervo.

Há uma parte do museu dedicada a obras de arte (pinturas e esculturas) e à Saint Remi, bispo que batizou o rei Clóvis, assim como aos monges que guardavam a ampulheta sagrada usada para coroar os reis.

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O Museu abre a partir das 14:00 e fecha as 18:30 hs. O ingresso custa € 5,00.

Outras atrações para visitar em Reims

Outras atrações são o Mercado Les Halles du Boulingrin, a Porte de Mars e o Café du Palais. No dia em que estive na cidade os 3 estavam fechados ou em reforma.

O Mercado Les Halles du Boulingrin é um mercado coberto localizado em um prédio de 1927, com uma arquitetura diferenciada. Próximo ao mercado está a Porte de Mars –  único portão do século III ainda existente em Reims. Sobraram apenas 3 dos arcos que davam acesso à cidade. O monumento está sendo restaurado e foi completamente coberto.

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Museu da Rendição

Para os amantes das histórias da Segunda Guerra Mundial esse lugar é imperdível. A sala do General Eisenhower, onde foi assinada a rendição incondicional da Alemanha, continua intacta.

Arquivos, uniformes e objetos mostram o desenrolar daqueles dias que levaram ao fim da guerra com a derrocada nazista. O dia 7 de maio de 1945 as 2:41 está imortalizado naquela sala.

Ingresso: 5 euros – Funcionamento: das 10:00 às 12:00 e de 14:00 às 18:00

Caminhar pelo Centro de Reims, onde há lojas, cafés, restaurantes e observar algumas construções como o prédio da Ópera, e o prédio da Biblioteca, em estilo Art-Nouveau.

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Na Praça du Forum fica o Museu-Hotel Le Vergeur, que guarda a coleção de móveis e obras de arte de Hugues Krafft. O milionário gastou sua fortuna viajando pela Ásia no início do século 20 e adquirindo peças que fazem parte da exposição.

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Onde Comer em Reims

Uma das recomendações para comer em Reims é o tradicional Café du Palais, um dos mais antigos da cidade. Localizado no mesmo endereço desde 1930, em estilo Art- Nouveau possui vitrais de Jacques Simon, famoso por seu trabalho na restauração dos vitrais da catedral. O cardápio inclui saladas, massas e outros quitutes da gastronomia francesas.

Para quem tem mais tempo na cidade e procura restaurantes refinados, as opções são o L’Assiette Champenoise, Anna S – La Table Amoureuse e o Le Parc Les Crayères, dentro do hotel/ castelo Relais Chateau. Puro luxo para combinar com a bebida! 😉

Todos precisam ser reservados com antecedência.

Quem está fazendo um bate e volta pode comer em um dos muitos restaurantes e cafés da Praça Drouet d’Erlon – o enorme calçadão de pedestres concentra todo o agito de Reims. Observe a fonte Subé, com a estátua de uma mulher dourada no topo.

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Onde ficar em Reims

Para quem tiver tempo de conhecer melhor a região, o ideal é programar-se para ficar 3 dias, conhecer Épernay e as vinícolas nos arredores dessas cidades. Fiz uma pesquisa de hotéis antes de viajar e aqui estão algumas sugestões:

O ideal em Reims é ficar hospedado no Centro, próximo à Catedral. Algumas opções que pesquisei são:

Best Western Premier, moderno e sofisticado, oferece todas as comodidades aos hóspedes como TV, telefone, wi-fi, piscina e restaurante. Mercure Reims e Holiday Inn são outras boas opções, mas sem piscina. Pesquise e reserve aqui seu hotel.

Reims também possui um Relais & Châteaux, ideal para uma viagem mais romântica e luxuosa. O hotel é um castelo belíssimo onde fica o estrelado restaurante Le Parc Les Crayères, que mencionei acima.

Mais Champagne?

Claro! Nessa viagem não consegui incluir mais dias nessa região da Champagne- Ardenne, mas pretendo voltar em breve para experimentar outras marcas de champagne, visitar vinícolas e comer uvas diretamente da fonte.

Adoro esse ambiente das uvas e o processo de espera da fermentação. Para mim, o vinho é a bebida mais bonita que existe e quando borbulha… ahh, é a perfeição. E VOCÊ, QUANDO VAI EMBARCAR PARA SABOREAR AS ESTRELAS? 😉

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