Passeio imperdível em Manaus

Manaus – Tem coisa melhor do que comemorar o aniversário viajando?! Algumas pessoas preferem organizar festas para os amigos. Já eu, escolhi passar meu aniversário na Amazônia e, assim, completei as 5 regiões do País em um mesmo ano. Vocês lembram o quanto gostei de Foz do Iguaçu, dos Lençóis Maranhenses, de Brasília e das viagens pelo Rio e São Paulo, né?!

O ano ainda não acabou e ainda teremos viagens pela frente, mas agora é hora de você viajar comigo e conhecer um pedacinho da maior floresta tropical do mundo. Ela está aqui pertinho de nós e ainda assim ela é mais visitada por estrangeiros do que brasileiros. Estranha realidade, né? Ainda mais se considerarmos sua importância para o planeta: a Floresta Amazônica regula o clima e possui a maior biodiversidade tropical do mundo. Acho que os estrangeiros entendem isso melhor do que nós. Ainda não aprendemos como nosso país é lindo e cheio de riquezas…

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Para chegar até a Amazônia, Manaus é a principal porta de entrada: uma cidade grande e urbanizada, cheia de carros, shoppings, edifícios e lugares para conhecer e, se você estiver interessado em fazer os principais passeios pela capital amazonense e ainda experimentar a excelente gastronomia amazônica, recomendo pelo menos 3 dias inteiros na cidade.

Em relação à hospedagem, existem basicamente dois extremos: ou você vai pra selva (selva mesmo!) ou fica na cidade. Essa escolha determina o estilo de viagem que você vai fazer. Até cogitei de me aventurar mata adentro, mas depois de ler alguns relatos de que é entediante ficar vários dias dentro da mata e ouvir histórias de pessoas picadas por escorpiõesinsetos, decidi deixar essa ideia para uma próxima vez (quem sabe…rsrs). Isso sem falar nos preços exorbitantes dos hotéis de selva, como são chamados (talvez por isso os gringos visitem mais do que nós).

Passeios para quem vai a Manaus

O passeio mais esperado e quase obrigatório para quem vai a Manaus começa no encontro dos rios Negro e Solimões, inclui visita a uma comunidade ribeirinha, com direito a pegar alguns animais, uma pequena trilha nos igapós, almoço em um restaurante flutuante, além do nado com botos e termina com uma visita a uma tribo indígena.

O passeio sai do porto às 9:00 e só retorna às 17:00. O barco tem capacidade para aproximadamente 50 pessoas e o guia bilíngue vai explicando sobre as curiosidades locais durante todo o trajeto. Enquanto esperava o barco zarpar, observei o intenso fluxo no porto de Manaus. Centenas de pessoas indo e vindo, o tempo todo. Também é possível observar a marcação histórica, feita anualmente, do nível das águas do rio Negro.barco-passeio-amazing-tours-_-blog-na-duvida-embarque-smallnivel-do-rio-negro-manaus_-blog-na-duvida-embarque-small

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Fiz o passeio com uma agência especializada, a Amazing Tours. Além desse passeio de um dia inteiro, que custa R$ 175,00 por pessoa, com almoço incluído e traslado do hotel até o ponto de embarque, a agência também oferece passeios mais completos de 2, 3 e até 4 dias, sempre com guia bilíngue.

Encontro das águas

O encontro do rio Negro com o rio Solimões é um espetáculo da natureza (e da física). As águas não se misturam em razão das diferenças de temperatura, velocidade e densidade. Enquanto o Solimões é mais barrento, frio e veloz, o rio Negro possui a cor mais escura devido ao acúmulo de matéria orgânica que fica depositada em seu leito, sendo que esse rio começa na Cordilheira dos Andes e vem trazendo todo material

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 Comunidade ribeirinha, igapós e animais silvestres

Do encontro das águas seguimos até uma comunidade ribeirinha onde podemos apreciar o artesanato local e ter contato com alguns animais como o bicho preguiça, o jacaré e a sucuri, além do pirarucu. Só tive coragem de pegar o filhote de preguiça (e mesmo assim com dó da bichinha, que fica passando de mão em mão) e o jacaré (coitado, o tempo todo com a boca amarrada).

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Seguimos por uma pequena trilha pela mata para observar algumas espécies de plantas, inclusive a vitória régia, planta nativa da Amazônia. O local onde estávamos simplesmente desaparece durante a estação chuvosa, quando o rio Negro sofre uma enorme variação no seu volume de água, mudando tudo e formando os igapós. A época da cheia proporciona uma visão bem diferente, e o interessante, claro, é conhecer a região nas duas estações.

Quando ir a Manaus

O ideal é visitar Manaus tanto na estação seca (de junho a novembro) como na chuvosa, que vai de dezembro a maio). A paisagem muda bastante em razão da elevação do nível do rio Negro e da formação dos igapós (vegetação alagada) e igarapés (cursos d’água que se formam durante a cheia).

O clima em Manaus é sempre muito quente e úmido. Mesmo acostumada com o calor do Rio de Janeiro que chega a 40º C, em Manaus o calor parece maior, por causa do abafamento e da sensação térmica. No verão, chove todos os dias e no inverno, quase todos.

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Nosso guia explicou que a melhor época para ver grandes quantidades de vitórias-régias é na estação das chuvas, mas na seca, elas já estavam murchando. Mesmo assim, as raízes continuam vivas, a metros de profundidade, aguardando a época certa para florescer novamente!

Depois do almoço no restaurante flutuante, onde servem comida típica no esquema self-service, seguimos navegando no rio Negro por mais de uma hora até o local onde os botos aparecem. Na paisagem até lá, temos oportunidade de ver a natureza exuberante, o grande movimento de embarcações no rio e a Ponte Rio Negro, a maior do Brasil e segunda maior ponte do mundo sobre rio. Ela é bem bonita e estaiada e me fez lembrar de casa. Afinal, por aqui temos a Ponte Rio-Niterói.

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Essa parte do passeio é bastante segura e controlada, sendo obrigatório o uso de colete salva-vidas. Na verdade, a gente não tem liberdade para nadar com os animais, mas apenas assistir ao guia alimentando-os (é a única forma deles chegarem tão perto de nós) e, com sorte, dá para fazer um carinho neles.

O interessante de encostar neles é poder perceber como a pele é lisinha e macia, igual a de um golfinho. A experiência mais próxima que tive dessa foi encostar em um golfinho no SeaWorld, com a diferença de que lá estão em cativeiro e aqui não. Embora mansos, são animais selvagens e todo cuidado é pouco.

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O local onde eles aparecem é bem tranquilo e não há muito movimento de barcos. Se você quiser nadar com os botos, lembre de que é preciso fazer silêncio e não tocar na cabeça (onde fica o sensor deles). Tudo que pudermos fazer para minimizar ao máximo o impacto na vida desses animais será bem-vindo afinal, infelizmente, eles estão em extinção.

Tribo indígena

No caminho de volta, paramos em uma tribo indígena formada por diferentes etnias. Assistimos a uma apresentação de danças e músicas, fomos convidados a dançar (e não vale recusar), vimos como se vestem, o que comem (e provamos as enormes formigas saúvas tostadinhas) e o artesanato produzido por eles. Essa parte do passeio foi muito interessante e impactante.

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Participar de um ritual indígena e observar seus costumes é inesquecível pois a cultura deles é muito forte e cheia de significados. As danças e músicas, os corpos pintados e bem definidos, as crianças crescendo em meio à natureza e o estilo de vida harmônico são capazes de “balançar” um pouco todos que vivem nas grandes cidades, em meio à “civilização”. É uma vida tão simples, mas tão natural… às vezes nos esquecemos que isso é bom, não é mesmo?!

Na verdade, na época da cheia do rio os índios se mudam para uma área não alagada. Então, essa grande oca é provisória. Durante a época da seca, eles a utilizam para demonstrar aos turistas sobre os costumes e hábitos indígenas e, no fim do dia, vão embora.

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Esse foi, sem dúvida, um aniversário bem diferente e inesquecível! Que sorte a minha ter ido a oportunidade de conhecer mais um pouco desse Brasilzão lindo!

Pra finalizar, não esqueça de levar água, protetor solar e óculos de sol pois o sol e o calor são implacáveis em Manaus.

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