Tóquio: o que fazer em 2, 3 e 4 dias

Animados para a aventura do outro lado do mundo, literalmente? Começamos nossa viagem por Tóquio não só pela proximidade com o principal aeroporto internacional (que fica em Narita), mas por ser uma cidade central, próxima a várias outras menores, ideal para fazer bate-e-voltas.

O hotel em que ficamos hospedados foi o  Super Hotel City Ikebukuro, que fica no bairro de mesmo nome, em uma rua residencial bem tranquila, a poucas quadras da estação de metro. Super central! Na primeira noite (depois do longo voo até o Japão) só deu tempo de jantar, mas já deu  pra ter aquela sensação de estar no Japão, sabe? O simples fato de tudo estar escrito com ideogramas já torna essa viagem muito diferente…

Tóquio 1º dia – Mercado de peixe e Akihabara

Acordei animada para o café da manhã do hotel, uma das minhas partes preferida das viagens! Só que esse foi bem diferente. O café da manhã japonês é quase um almoço: tem sopinha, salada, pães, frutas, comidinhas japonesas, doces, chás, uma delícia!

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Depois fomos conhecer o mercado de peixe mais famoso do mundo, o Mercado de Tsukiji.

É importante chegar cedo, não só para assistir ao famoso leilão do atum, mas para conhecer as lojinhas, pois a maioria fecha por volta das 12:00 horas. Por isso optamos por ser a primeira atividade do dia. A entrada é gratuita e o passeio imperdível!

Chegando bem cedo é possível pegar uma senha para participar do tradicional leilões de atum, peixe disputado por restaurantes e supermercados da região, que chegam a custar verdadeiras fortunas. Fomos apenas passear e acreditem, depois de uns 15 minutos andando eu perguntei à minha sogra onde era o mercado. Não tinha entendido que já estávamos lá, tamanha limpeza e organização. Acho que é porque estou acostumada com os mercados de peixe aqui do Rio…rsrs

São vários box com lojinhas diferenciadas que vendem porcelana, temperos, opções de frutos do mar das mais diferenciadas possíveis, itens para cozinha… tudo muito interessante de conhecer, pois a culinária japonesa é muito diferente da nossa e por isto, tão atraente.

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O mercado fica no distrito de Chuo, acima da estação Tsukijishijo na linha de metrô Oedo. Ele fica a 10 minutos de caminhada da estação Tsukiji da linha de metrô Hibiya (opção escolhida por nós). Ao término do passeio, dá ainda pra se deliciar em alguns restaurantes ou lanchonetes que possuem menu variado de frutos do mar bem frescos, claro.

Eu aproveitei e comprei muitas porcelanas fofas, lindas e com preços mais baratos que na Liberdade, em São Paulo. Veio tudo bem embalado e não quebraram na mala 😉

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À tarde fomos conhecer as famosas lojas de papéis japoneses. Pois é, no Japão há um grande mercado de papéis pela tradição dos origamis e dos artesanatos em papel. Como minha sogra produz artesanato da técnica Oshi-ê, ela sempre traz papéis belíssimos e então, fomos escolher e conhecer as lojas.

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Pausa para o almoço (e para perceber como os restaurantes do Japão são diferentes dos restaurante do Brasil). Os japoneses comem em pequenas porções, tudo balanceado e de diferentes tipos (sopa, salada, peixe cru, arroz, peixe frito, macarrão, etc) então tudo vem em pequenas porções, separadas, bem bonitinho e minimalista.

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Uma das coisas que mais gostei lá no Japão é que todos os restaurantes (dos mais simples ao mais sofisticados) possuem o menu na entrada do restaurante — mas não é o menu cardápio não, é o prato feito mesmo, de isopor ou plástico. É uma arte! Com isso, antes de comer, você já sabe como é o prato, a quantidade exata, e evita surpresas. Para nós, turistas, isso é muito prático, já que não estamos acostumados com nomes e tipos de comidas. Basta apontar, lá fora mesmo, e eles já sabem qual você quer. Um adianto… 😉

Para fechar o primeiro dia, fomos ao bairro de Akihabara, famoso mundialmente por ser o bairro dos eletrônicos. No passado, ficou conhecido por ser o bairro dos eletrodomésticos, mas como o passar do tempo, computadores foram ganhando força junto com tantos outros eletrônicos.

São muitos letreiros, lojas com todas as opções de tecnologia, eletrodomésticos, bonecos de todo tipo… uma loucura. Entramos em uma loja pois procurávamos uma lente de máquina fotográfica e não aguentei, tive que sair, de tanta informação que tinha na loja, fiquei com dor de cabeça. Mas o Léo se esbaldou…

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Nas ruas do bairro você poderá ver ícones do anime e mangá e os cosplayers (pessoas que se vestem como desenhos animados) Eles desfilam nas calçadas e panfletam para as lojas… É bem interessante conhecer!

Antes de ir para o hotel, uma pausa na estação do metrô para selecionar nosso jantar. Todas as estações de metrô do Japão são verdadeiros shoppings com muitas opções de lojas, mercados, tudo muito limpo e organizado. Dá vontade de ficar por lá… Então é uma ótima opção buscar por comidinhas e levar para o hotel, com muitas opções de doces também…

Tóquio 2º dia – Templo de Tóquio, acupuntura e corte de cabelo

O segundo dia começou de forma atípica pois tivemos que rever nosso planejamento inicial, já que minha mãe acordou com muita dor nas costas. Enquanto ela foi fazer shiatsu e acupuntura, aproveitei para cortar o cabelo. Queria muito cortar a franja e como os japoneses são especialistas em franjas, nada melhor, não é mesmo?

Foi tudo muito rápido. Procuramos um local que fizesse acupuntura, minha sogra traduziu o que minha mãe estava sentindo e foi logo atendida. A sessão custou por volta de R$100,00 e no andar de baixo, tinha um salão! Minha sogra também traduziu que eu não queria mexer muito no comprimento, apenas cortar a franja. Fiquei tensa, mas deu certo! No final ainda recebi uma massagem na cabeça e um hidratação 😉 Uma simpatia a cabeleireira!

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Após o salão e a massagem, fomos almoçar em um Sushi de esteira, um clássico japonês, imperdível! Você senta em um balcão, as comidas deliciosas ficam passando em pratinhos com cores diferentes e você pega o que quiser. No final, é cobrado pela quantidade e cores dos pratos. É uma opção muito legal para os turistas, pois você tem as opções na sua frente para escolher, sem precisar falar!

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À tarde fomos passear no Templo de Tóquio, considerado o templo mais sagrado da cidade, datado de 645 D.C. Chama-se Templo Senso-Ji. Vale conhecer a tradicional arquitetura japonesa do tempo, rende fotos lindas! Achei incrível o contraste de uma cidade imensa com a preservação de um templo milenar.

Uma curiosidade é que o templo resistiu ao terremoto de 1923, mas não às bombas da 2ª Guerra Mundial e seus prédios desabaram. Os prédios principais foram então reconstruídos.

A entrada ao templo é gratuita. Ainda na chegada você percebe um portal enorme, o portão Kaminarimon, com duas estátuas de guardiões. Lá dentro, além do templo, há um Pagode lindo de cinco andares, um jardim, um enorme queimador de incenso, um dos pontos principais do templo (pessoas acreditam em seus milagres) e lojinhas na famosa rua Nakamise-dori.

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Na volta, compramos o jantar em um mercado. O interessante é que como boa parte dos ingredientes da culinária japonesa são perecíveis, os mercados não podem deixar estoque de um dia para o outro. Por este motivo, é comum encontrar excelentes promoções de “quentinhas” (bento-o) no final do dia. E não se engane, mesmo encontradas em mercado, a qualidade é excelente. Para quem gosta de doces japoneses, também é uma excelente pedida.

Veja aqui os dias 3 e 4 em Tóquio

Circulando em Tóquio

A cidade é toda coberta por  trens e metrôs e o funcionamento é perfeito, por isso escolhemos só circular com esses meios de transporte. Em horário de rush, é realmente muito cheio, provavelmente você já deve ter ouvido falar dos funcionários que empurram as pessoas para dentro dos vagões com luvas e almofadas (educadamente)…

É bom evitar esses horários para ter calma ao escolher a linha que pegar. Não vimos identificação em inglês em nenhuma placa ou guichê. Achei bem complicado entender qual linha pegar.

Dentro dos trens e metrôs o silêncio é absoluto. Nada de música ou conversa alta, nem atender o celular! Apenas conversas baixas, leitura e internet são liberadas. Que delícia, dá até pra dormir e ler com calma… É realmente impressionante o respeito que eles têm pelos outros e o silêncio que fazem nos vagões, mesmo estando cheio.

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Algumas curiosidades sobre Tóquio

Não é permitido fumar na rua e existe sinalização no chão e placas por todos os lados para lembrar os fumantes, além de fumódromos. Então se você é fumante, atenção para esse detalhe!

Os boeiros da cidade são decorados. Não são todos, mas muitos possuem o desenho das cerejeiras estampadas no ferro. São em pequenos detalhes que percebemos o cuidado e a atenção que dão para cada item, tornando tudo muito delicado…

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Geralmente falamos que os japoneses são todos iguais, mas no Japão eu tive certeza que não! rsrs E como são diferentes uns dos outros… são estilosos, educados, usam roupas modernas, cabelos exóticos, coloridos, cortes ousados o que faz com que se diferenciem. Acho que no Brasil os japoneses são mais tradicionais (no corte de cabelo, roupas, estilo) do que lá!

Engraçado como minha percepção inicial sobre Tóquio mudou depois de conhecer a cidade. Sempre imaginei uma cidade lotada, confusa, caótica, pois sempre que a mídia fala sobre Tóquio, mostra Shibuya, o cruzamento mais movimentado do mundo. Na verdade, não é bem assim.

Apesar de ser grande, a cidade tem muitas áreas verdes, praças e jardins, templos, lojinhas, mercados, ruas pequenas e casas de rua, lugares vazios, além de silêncio e calma. É possível sentir isso em cada bairro por onde passamos. Acredito que pela educação das pessoas, a vida é menos corrida, mais educada e com menos trombadas, mesmo nos metros lotados ou em Shibuya, atravessando.

Arigatô, Tóquio!

♥ Beatriz Iglesias é colaboradora do Na dúvida, Embarque. Ela e o marido amam viajar pelos quatro cantos do mundo com as dicas especialmente separadas pela irmã e cunhada e, sempre que possível, estarão compartilhando suas experiências de viagens aqui!

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