Lençóis Maranhenses: dicas de como (finalmente!) ir

Neste ano decidi conhecer mais o Brasil, e escolhi destinos que considero especiais. Em abril estive em Foz do Iguaçu; em outubro vou para a Amazônia; e no mês de agosto aproveitei o feriado das Olimpíadas no Rio e fui conhecer os Lençóis Maranhenses.

Que sorte ter um país com uma natureza tão exuberante, que nos permite ir da praia à floresta, passando por um deserto. Os Lençóis são um deserto (sim, um deserto!) de areias brancas, banhado ora pelo rio, ora pelo mar, e com lagoas de água doce que se formam durante o período das chuvas. Uma formação geológica rara, verdadeiro capricho da natureza.

Assim que comecei a pesquisar sobre os Lençóis Maranhenses, descobri que Barreirinhas é o ponto de partida para quem deseja se aventurar na região. A pequena cidade de gente simples e feliz possui pouco mais de 55.000 habitantes e reúne os principais hotéis, restaurantes e agências de turismo.

Atins e Santo Amaro, outras duas localidades, também oferecem passeios e hospedagens, porém estas são mais simples do que em Barreirinhas, e a estrada até lá não é asfaltada.

Minha segunda descoberta foi que, para fazer qualquer passeio pela região, é preciso contratar os serviços de uma agência de turismo, já que a entrada no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses só é permitida com o acompanhamento de guias autorizados. Então, é legal se informar com antecedência sobre os passeios que deseja fazer e deixar tudo agendado. Assim, você otimiza seu tempo lá nos Lençóis e consegue aproveitar ao máximo esse paraíso.

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Passeios nos Lençóis

Os principais passeios para quem vai aos Lençóis Maranhenses podem ser feitos em 3 dias — foi o que eu fiz, e adianto que é um pouco corrido—, mas para quem tiver mais tempo, sugiro pelo menos 5 dias. O ideal é combinar Barreirinhas com Atins e Santo Amaro. Assim a experiência fica completa.

Só para se ter uma ideia, os principais passeios são a visita ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (Circuito Lagoa Azul), a viagem de lancha pelo rio Preguiças (Vassouras, Mandacaru e Caburé) e a flutuação de bóia no rio Formiga, e cada um deles certamente vai fazer você querer ficar mais.

Além desses passeios é possível fazer: sobrevôo de avião, passeio de quadriciclo, circuito Lagoa Bonita, Circuito Lagoas do Atins, Lagoa da Esperança e Santo Amaro. Leve em conta o tempo e o valor dos passeios na hora de fechar seu roteiro.

Quando ir aos Lençóis

A melhor época para visitar os Lençóis costuma ser entre maio e agosto, quando as lagoas ficam cheias depois do período das chuvas. De novembro a janeiro, no auge de nosso verão, a maior parte das lagoas seca e a paisagem fica menos interessante, mas ainda assim belíssima.

Como o volume de água das lagoas depende da quantidade de chuvas, é sempre bom se informar antes de ir, seja com o seu hotel ou agência de turismo. Nesse ano fui em agosto, e as lagoas já não estavam com sua capacidade máxima, mas ainda era possível tomar banho, porém sem tantos mergulhos.

Uma solução para o caso de as lagoas não estarem muito cheias é visitar a Lagoa da Esperança, considerada a única lagoa perene, ou seja, não seca.

Se você estiver planejando conhecer os Lençóis, reze para chover bastante durante o verão.

Onde ficar hospedado

Como a cidade de Barreirinhas vive basicamente do turismo, existem muitas opções de hospedagem, mas há algumas muito simples. Então, fique atento na hora de reservar para não se decepcionar. Minha escolha foi a Pousada Encantes do Nordeste, e melhor não poderia ser.

Chegando e saindo dos Lençóis

De São Luís até Barreirinhas é possível fazer o trajeto de carro, ônibus, van e até mesmo de avião.

A cidade de Barreirinhas até possui um aeroporto, mas não há vôos regulares. Opera somente com aviões de pequeno porte, como táxi-aéreo.

O acesso por estrada asfaltada e sinalizada se dá, em sequência, pela BR-135 até Bacabeira, pela MA-010 até Rosário e finalmente pela BR-402 até Barreirinhas.

Pela janela do ônibus sobressaem na paisagem nordestina casas de pau a pique, plantações de caju, coco, buriti e mandioca, além de um estilo de vida simples.

Fizemos o trajeto de micro-ônibus com a empresa BR Tur, em 5 horas, com uma parada rápida em um restaurante na estrada e mais algumas paradas para deixar os passageiros em seus respectivos hotéis ou pousadas, já em Barreirinhas. O valor do transfer por pessoa é de R$ 80,00 para cada trecho de ida e de volta.

Também é possível fazer o trajeto com a empresa Cisne Branco, saindo diariamente da rodoviária de São Luís. Mas nesse caso você precisa se deslocar até lá. O valor da passagem é de R$ 51,00 por pessoa.

De carro é possível fazer o trajeto mais rápido, em até 3 h 40 minutos, já que não há essas paradas obrigatórias. Mas como todos os passeios por lá são feitos obrigatoriamente em grupo, por meio de agências de turismo, não acho que vale a pena alugar um carro apenas para esse deslocamento. Mas vale a pena, sim, ir de qualquer jeito!

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