Primavera no Japão: um espetáculo em tons de rosa

Esse é meu primeiro post como colaboradora do Na Dúvida, Embarque e fico imensamente feliz, pois sei o quanto o blog é pensado com tanto carinho e cuidado. Na verdade, esse é o primeiro de uma série de posts sobre a Terra do sol nascente, o Japão! Pois é, aquele país super longe que, quando criança, nossa mãe falava que cavando a gente chegaria lá! Rs. De fato, é uma aventura mesmo: encantadora e florida!

Como minha sogra é japonesa e fluente no idioma, nossa viagem se tornou muito mais fácil e cômoda, já que não precisamos nos preocupar com a língua, que para muitos é uma grande barreira. De qualquer forma, das vezes que tentei, não tive problemas em me comunicar em inglês. Com a Copa do Mundo de 2002 e as Olimpíadas de 2020 o inglês está sendo cada vez mais falado no país.

Nesse post vamos dar algumas dicas e noções gerais sobre visto, como ir, quanto tempo ficarmelhor época para conhecer. Depois, virão os posts sobre cada uma das cidades que visitamos: Tóquio, Takayama, Kioto, Nagasaki e Hiroshima, Himeji e Narita (ver marcadores amarelos).

Em rosa, as marcações das quatro ilhas que formam o Japão (Hokkaido, Honshu, Kyushu e Shikoku).

Tirando o visto para o Japão

É importante lembrar que, para visitar o Japão, é preciso tirar o visto de turista — o mais lindo, florido e moderno de todos. É rápido e prático, mas só vale para uma única viagem.

A taxa para emissão do visto custa R$ 79,00 (uma única entrada) e fica pronto em dois dias úteis. No Rio de Janeiro, o Consulado Geral do Japão fica na Praia do Flamengo nº 200, 10º andar.
Para mais informações sobre o visto acesse o site oficial do Consulado do Japão.

Quanto tempo ficar

Por causa da grande diferença de fuso horário e do longo tempo de deslocamento, o mínimo indicado são 15 dias, mas o ideal mesmo para quem está planejando conhecer bem o Japão são 20 dias pois é um país muito agradável e com diversos locais turísticos para visitar, apesar do pequeno território. E, já que você está indo até o outro lado do mundo, é melhor aproveitar bem, né?!

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Melhor época para conhecer o Japão

Escolhemos a primavera para visitar o Japão. O período entre o fim de março e início de abril é uma época muito desejada e festejada no país, sendo considerado alta temporada, por conta das famosas flores de cerejeiras ou sakuras, que desabrocham formando um espetáculo visual em tons de rosa.

O país fica todo florido e ocorrem eventos comemorativos em cada parque e jardim. As pessoas almoçam, lancham, jantam, namoram, descansam, tudo perto das cerejeiras. É muito lindo!

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Nessa época o clima é ameno, nem muito frio, nem muito calor. Mas tivemos a “sorte” de pegar uns dias bem frios em nossa jornada por lá! E até nevou, em plena primavera!

A outra estação do ano recomendada é o outono. O rosa dá lugar ao vermelho, laranja e amarelo, por conta das folhagens, e a paisagem se transforma, formando mais um lindo espetáculo da natureza!

Voando até o Japão

Como disse antes, o Japão é longe (e bota longe nisso). Então, necessariamente seu voo terá que fazer uma conexão nos Estados Unidos ou na Europa, antes de chegar na Ásia.

Voamos com a ANA, a conceituada companhia aérea japonesa, e sem dúvida foi a melhor companhia aérea que já utilizamos. Foram 2 trechos longos, de 12 horas cada. Optamos por fazer Rio de Janeiro-Nova York e logo em seguida Nova York-Narita. Isso sem tempo de descanso; saímos de um voo e entramos em outro.
O atendimento é perfeito: as comissárias falam inglês, são muito educadas, bem vestidas, formais e meigas. O serviço de bordo foi o melhor que já usei, oferecem lanche diversas vezes com o menu supervariado, que inclui até sorvete Häagen-Dazs.
O primeiro trecho foi ótimo. Jantamos, vimos filme e dormimos.

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Mas do segundo não gosto nem de lembrar. Não pelo serviço e atendimento, igualmente impecáveis. Mas foram 12 horas que não passavam nunca! Não tinha mais o que fazer, nem posição para ficar sentada. E ainda por cima voamos 12 horas com sol na aeronave, o que dificulta pra dormir. Foi bem cansativo. Sem falar que ao chegar em Narita ainda tivemos que pegar mais um trem de 2 horas até Tokyo! Ufa!
Uma dica para quem tem problema de coluna ou com lugares fechados é considerar os assentos da classe executiva, bem mais confortáveis em viagens longas.
Ao todo, foram 26 horas de traslado e, chegando ao destino final, ainda estávamos 12 horas à frente do nosso horário de partida. Uma doideira!

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Na volta do Japão paramos 5 dias em Nova York e me acostumei rápido com o fuso horário, mas minha mãe, sogra e marido sofreram por uma semana. Acordavam às 3 horas da manhã e não conseguiam mais dormir. No dia seguinte era aquela canseira… Afinal, não é fácil para o corpo se acostumar com 12 horas de fuso horário depois de mais de 24 horas de voo.

Circulando no Japão

O principal meio de transporte dentro das cidades é o metrô. Lá, as linhas servem as cidades muito bem, sem falar que as estações são maravilhosas e até parecem shoppings. Já entre as cidades utilizamos o famoso trem-bala Shinkansen. Parece um avião, só que no solo. Super espaçoso, silencioso, organizado, limpo, pontual e rápido.
Táxi só usamos uma vez, numa cidadezinha do interior onde não havia metrô.

Então, estão prontos para embarcar nessa viagem pela primavera japonesa? 🙂

♥ Beatriz Iglesias é colaboradora do Na dúvida, Embarque. Ela e o marido amam viajar pelos quatro cantos do mundo com as dicas especialmente separadas pela irmã e cunhada e, sempre que possível, estarão compartilhando suas experiências de viagens aqui!

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