Takayama: uma viagem às tradições japonesas

Depois de 4 dias incríveis em Tóquio acordamos bem cedo e iniciamos nossa jornada rumo a Takayama, uma cidade rodeada por lindas montanhas. A cidadezinha rural é muito antiga e bem conservada, e fica a 4 horas de viagem da capital, indo no famoso trem-bala Shinkansen. O trem é super-pontual e confortável, além de muito silencioso. Como disse, foram 4 horas de viagem, e isso porque ele chega a 400 km por hora! No caminho, paisagens de um Japão que está sempre em busca do equilíbrio entre a modernidade e a natureza.

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Takayama – 1º dia – aldeia de artesãos e hospedagem em hotel tipo ryokan

Assim que chegamos a Takayama fomos almoçar em um restaurante com estilo e comida caseira, muito típico por lá. Por ser uma cidade pequena e muito familiar, tudo é mais aconchegante e intimista.

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De lá fomos conhecer a antiga aldeia dos artesãos do período Edo, um passeio imperdível para conhecer um pouco do antigo Japão. Das 1.800 casas que existiam naquela época, apenas 150 persistem até os dias de hoje e são Patrimônio Cultural da Humanidade. Essa região era conhecida no Japão pelos artesãos que trabalhavam muito bem com madeira.

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Passeamos pela aldeia, conhecemos instrumentos antigos de trabalho dos artesãos, tiramos fotos e até nos vestimos como camponeses. 😉 Tudo é muito bem preservado e é incrível imaginar que moravam lá em montanhas nevadas com tão pouca estrutura para época, sem calefação ou fogão a gás.

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O frio e neve rigorosos da região obrigaram os camponeses a desenvolverem telhados fortes e bem inclinados, para que a neve não acumulasse, os quais eram feitos de palha para que a água acumulada não estragasse o telhado. Como estava no final da primavera e Takayama é muito acima do nível do mar, ainda pegamos bastante neve no caminho.

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No caminho pro hotel, paramos em um café para experimentar os deliciosos doces japoneses…  e eu estava tão cansada que, chegando no hotel, percebi que estava sem minha bolsa! Imagina! Passaporte, dólares, yens, tudinho lá… Léo correu até o café e as atendentes estavam lá, pasmem, desesperadas querendo saber como devolver. Tudo intacto!

Foi um dia muito cansativo, mas compensado com o fabuloso Hotel Acty, onde nos hospedamos, a 300 metros da estação de trem de Takayama. Esse é um hotel conhecido como Ryokan, ou seja, são hotéis muito tradicionais, que simulam as tradicionais acomodações japonesas, com direito a tatame, futon, chinelos, kimono, quarto com divisórias de papel seda e chá quente!

O Ryokan mais antigo do Japão é o Hotel Nisiyama Onsen Keiunkan mas fica em outra cidade. Vale conferir o site oficial, mesmo se não quiser ficar hospedado por lá. O preço das diárias costuma ser mais caro do que os hotéis modernos, mas vale a pena ficar ao menos uma noite! 

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Para turistas, é incrível poder ter a experiência de vivenciar como são as casas japonesas. Fizemos o chá verde, rimos, conversamos e dormimos os quatro no chão, uma perfeita noite de sono… Eu amei muito, bem típico, como imaginava que seria a maioria dos hotéis japoneses. Toda pessoa deveria dormir se cobrindo com um futon pelo menos uma vez na vida! 😉

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takayama-japao-blog-na-duvida-embarque-29 takayama-japao-blog-na-duvida-embarque-28takayama-japao-blog-na-duvida-embarque-34 Takayama – 2º dia – vila antiga e bairro Sannomachi

Após a melhor noite de sono da vida, fomos tomar café da manhã. Eu feliz com o café de Tóquio… Gente, era uma refeição linda e muito saborosa, com comidinhas japonesas diferentes. A gente acorda até mais feliz! Impressionante a importância que os japoneses dão para alimentação saudável e sua apresentação; tomam cuidado com cada detalhe.

Em Hida Takayama, a vila antiga da cidade, conhecemos o bairro Sannomachi. São 12 quarteirões de imensa fofura e conservação! Dizem que suas montanhas isoladas permitiram a conservação de ruas típicas do período Edo, e lá podemos encontrar lojas, museus, restaurantes, fábricas de saquê e muito artesanato!

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A região também é conhecida como fabricante de saquê por conta das suas águas puras, e um dos maiores festivais do país acontece na cidade. Também é possível encontrar na cidade templos e santuários.

Como a cidade também é conhecida por seu artesanato de madeira, trouxemos duas lindas calçadeiras de sapatos em madeira esculpida.takayama-japao_-blog-na-duvida-embarque-9

Passeamos por todas as ruazinhas da cidade, observando o artesanato e curtindo cada detalhe. Almoçamos, é claro, em um restaurante típico de tatame, delicioso! No final do almoço, veio uma frente fria e, quando vimos, estava nevando!! Que lindo, tão singelo… ficamos encantados e surpresos com a mudança repentina no tempo em plena primavera.

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Daí, fomos para a estação de trem e fizemos a viagem toda embaixo de muita neve, a paisagem mudou bastante, mas, chegando em Kyoto, o tempo melhorou!

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Em Takayama conheci o vaso sanitário oriental. Pois bem… os japoneses tinham o costume de usar o vaso sanitário no chão, e isso é preservado até hoje, tanto em banheiros públicos como nas casas e hospedagens japonesas. Com a abertura do Japão e com a modernidade, a maioria dos hotéis possuem o nosso vaso sanitário ocidental, na forma de assento e até bem tecnológico. Mas em lugares públicos é comum você encontrar os dois: o oriental e o ocidental. Nos 15 dias que passei lá, não me acostumei de jeito nenhum! Risos…

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♥ Beatriz Iglesias é colaboradora do Na dúvida, Embarque. Ela e o marido amam viajar pelos quatro cantos do mundo com as dicas especialmente separadas pela irmã e cunhada e, sempre que possível, estarão compartilhando suas experiências de viagens aqui!

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